Na correria em que se encontra a minha vida, por causa do trabalho e afins, tenho ficado em falta com muitas pessoas. Não digo isso - sobre a correria - para parecer bacana, pessoa ocupada, essas coisas. Digo com peso na consciência mesmo, porque a minha natureza é abraçar o mundo com os braços e as pernas, sempre me propor a fazer mais do que realmente deverias fazer, porque as pessoas precisam respirar, ora pois!
Mas eu topo tudo isso, uma coisa abrandando a outra, no meio da confusão de datas limite, urgências e por aí vai.
E o que vem com isso, claro, é a insônia. Minha amiga insônia adora me visitar nessa época do ano, quando trabalho bastante no festival de música que acontece em julho. Mas por incrível que pareça, eu não me importo. Chegando em casa, depois de quase doze horas de trabalho, ainda dou uma geral no que precisa ser feito no dia seguinte. Levar trabalho para casa é básico. Depois, confesso, quando possível eu assisto novela… Sou noveleira, fazer? Sem contar que esse momento de brigar com os personagens como se eles estivessem na sala de casa é um tipo de abrandamento de adrenalina do dia. Faz com que eu perceba que estou em casa.
Porém, a pergunta recorrente é Carla, sua doida, como você trabalha tudo isso e ainda assiste um monte de séries?. Eu assisto um monte de séries, o que não deixa de caber na minha categoria noveleira. Assisto, acompanho, descabelo-me de acordo com a trama. E adoro escrever a respeito. A pergunta recorrente que vem em segundo lugar é Carla, sua doida, como você trabalha tudo isso e ainda assiste um monte de filmes?. Assisto mesmo… Adoro cinema, apesar de ser péssima frequentadora das salas de cinema. Não alugo apenas um filme, só quando me dá a louca de pegar lançamento. Fora isso, saio sempre com o mínimo de cinco filmes da locadora.
As resposta para ambas as recorrentes perguntas é a insônia.
Não fosse a insônia, eu não teria encarado a maratona de House MD. Não comecei a assistir a série quando foi lançada. A verdade é que me tornar fã de Dr. House não estava na minha lista. Minha tevê não tem o canal no qual a série é veiculada, então passou batido por um tempo. Até que eu soube que, no episódio 15 da terceira temporada, o Dave Matthews - aquele mesmo, da Dave Matthews Band, que eu adoro, assumidamente - fez uma participação. Como não é de mim assistir episódios isolados de séries, fui até locadora e peguei as três primeiras temporadas. Foi o período em que bati meu recorde… Dormia duas, três horas no máximo por noite, só para chegar ao próximo episódio. Quando cheguei ao episódio em questão, House já tinha me ganhado.
O mesmo aconteceu com Dexter. Assisti um episódio na tevê, mas me deu calafrios. Como assim um serial killer trabalhando na polícia? Deixei de lado, até que um amigo falou com tanto entusiamo da série que decidi colocar meu gosto em pratos limpos. Aluguei as 3 temporadas, a quarta estava passando na tevê. Não há como não cair de amores por essa série, e pole serial killer em si. É fantástico como as coisas parecem mais simples sob o olhar dele, o que é meio absurdo, não? É… Mas a série é fantástica!
Na semana que passou, confisquei os cinco filmes que queria assistir na companhia da minha insônia. Confesso, sem muito ânimo, que peguei o terceiro filme da série do vampiro Edward e da indecisa Bella, mas só porque havia assistido os outros dois, e porque confiro tudo o que tem o tema vampiro. Definitivamente, não são filmes que me agradaram, mas apenas me fizeram pensar com mais gosto na obra prima Drácula de Bram Stocker (Bram Stocker’s Dracula/1992), no Entrevista com o Vampiro (The Vampire Chronicles/1994), n’A rainha dos condenados (Queen of teh Damned/2002) e por aí vai. Também, por indicação, peguei uma comédia daquelas fofas e sacanas, que a gente asssiste, mas não fica muito tempo na memória.
Porém 3 filmes da leva foram de colocar qualquer insônia na ativa:
Conta corrente (Against the Current/2009), sobre um homem que, ao completar cinco anos da morte da esposa grávida, decide atravessar o Rio Hudson e cometer suicídio, depois de concluir essa jornada. A viagem é feita com um amigo e uma conhecida desse amigo. É melancólico, no que a trilha sonora ajuda muito, e um belo filme.
Conta corrente (Against the Current/2009), sobre um homem que, ao completar cinco anos da morte da esposa grávida, decide atravessar o Rio Hudson e cometer suicídio, depois de concluir essa jornada. A viagem é feita com um amigo e uma conhecida desse amigo. É melancólico, no que a trilha sonora ajuda muito, e um belo filme.
Os segredos dos seus olhos (El Secreto de sus Ojos/2009), um filme muito interessante, que mostra como alguns personagens reagiram a um assassinato, e as consequências disso durante os vinte cinco anos que se seguiram. Adoro o diretor Juan José Campanella, e acho que a parceria dele com o ator Ricardo Darin tem dado ótimos frutos. Não vou dar detalhes sobre o filme… Assista que vale a pena!
Para fechar a minha sessão-insônia, um filme que me fez rir do jeito que gosto. Não sou fã de besteirol, gosto de comédias com bons atores e boas histórias, com tiradas interessantes. E quando essa comédia envolve um Robert Downey Jr. (Fernanda, lembrei de você!) em um ótimo momento, e o hilário Zach Galifianakis, então estou bem. Um parto de viagem (Duo Date/2010) é daqueles filmes para se comprar, e em noites de insônia, assisti-lo só para quebrar o silêncio da madrugada, mas com gargalhadas. E pode parecer bobagem, mas para mim funciona muito bem. Em noites de insônia, regadas a filmes e séries, as duas ou três horas que durmo são suficientes para me deixar bem no dia seguinte. Carla Dias.


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